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Ultraprocessados quase quadruplicam o risco de asma em crianças: 🚸

  • Foto do escritor: À Sua Saúde
    À Sua Saúde
  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

Você sabia que o que seu filho come pode estar diretamente ligado ao desenvolvimento de asma na infância? Um novo estudo publicado na renomada revista científica Allergy revelou um dado preocupante: crianças que consomem mais de 30% das calorias diárias vindas de alimentos ultraprocessados apresentaram risco quase quatro vezes maior de desenvolver asma nos primeiros anos escolares. Estamos falando daqueles produtos tão presentes no dia a dia das famílias, como refrigerantes, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados, nuggets, macarrão instantâneo e cereais matinais açucarados. 🍟


A pesquisa faz parte do projeto SENDO, sigla em espanhol para "Seguimento da Criança para um Desenvolvimento Ótimo", conduzido pela Universidade de Navarra, na Espanha. Os cientistas acompanharam aproximadamente 700 crianças durante uma média de 3,4 anos. Todos os participantes tinham entre 4 e 5 anos no início do estudo, e os pais respondiam questionários detalhados sobre os hábitos alimentares dos filhos, além de informarem anualmente sobre eventuais diagnósticos de asma ou alergias confirmados por médicos. 📋


Para classificar os alimentos, os pesquisadores utilizaram o sistema NOVA, uma ferramenta desenvolvida por cientistas brasileiros da Universidade de São Paulo que organiza os produtos pelo grau de processamento, e não apenas pela composição nutricional. Esse sistema divide os alimentos em quatro grupos: in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, carnes frescas e leite; ingredientes culinários, como sal, açúcar e óleos; processados, como queijos e pães artesanais; e ultraprocessados, que são produtos industrializados com longas listas de ingredientes, aditivos químicos, corantes, conservantes e realçadores de sabor. 🔬


Para garantir maior confiabilidade aos achados, a equipe considerou diversos fatores que poderiam influenciar os resultados, incluindo peso da criança, histórico familiar de doenças respiratórias, tempo gasto em frente a telas, atividade física e nível socioeconômico das famílias. Mesmo assim, a associação entre consumo elevado de ultraprocessados e asma se manteve consistente, mostrando-se dose dependente, ou seja, quanto maior a quantidade desses alimentos na rotina infantil, maior parecia ser o risco do diagnóstico. 📈


Curiosamente, o mesmo padrão não foi observado para outras doenças alérgicas, como rinite ou dermatite atópica. Os autores levantam a hipótese de que esses produtos industrializados poderiam desencadear um tipo de inflamação pulmonar diferente das reações alérgicas tradicionais, possivelmente relacionada aos aditivos, conservantes e à baixa qualidade nutricional desses alimentos. Ainda assim, os próprios pesquisadores reforçam que mais estudos são necessários para confirmar esse mecanismo e estabelecer uma relação de causa e efeito de forma definitiva. 👨‍⚕️


Diante desses achados preliminares mas significativos, os cientistas defendem a importância de discutir políticas públicas voltadas à redução do consumo desses produtos na infância, especialmente em ambientes escolares. Para os pais, a recomendação prática é priorizar refeições caseiras preparadas com alimentos frescos, oferecer frutas e verduras de forma criativa e atrativa, reduzir gradualmente a presença de industrializados na rotina e ler os rótulos com atenção. Cuidar da alimentação dos pequenos desde cedo é uma forma poderosa de proteger sua saúde respiratória para a vida inteira, e contar com a orientação do pediatra faz toda a diferença nesse processo. 🥗

 
 
 

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