Ondas cerebrais durante o sono podem prever risco de demência anos antes: 🧠


Um estudo conduzido por pesquisadores da Harvard Medical School e do Massachusetts General Hospital, publicado na revista científica JAMA Network Open, mostrou que padrões sutis de ondas cerebrais detectados durante o eletroencefalograma do sono (EEG) podem ajudar a prever o risco de demência no futuro. 😴
O eletroencefalograma do sono é um exame que registra a atividade elétrica do cérebro enquanto a pessoa dorme, por meio de sensores colocados no couro cabeludo. Esse exame é muito utilizado para avaliar distúrbios do sono, mas agora também pode ajudar a identificar alterações cerebrais precoces. ⚡

Os pesquisadores utilizaram um índice chamado Brain Age Index, que estima a idade biológica do cérebro com base na atividade elétrica cerebral durante o sono. O estudo acompanhou mais de 7.000 adultos ao longo de vários anos e encontrou um dado importante: a cada aumento de 10 anos na idade biológica do cérebro, o risco de desenvolver demência aumentava cerca de 39%. 📊
Esse índice continuou sendo um forte preditor de demência mesmo após os cientistas considerarem outros fatores importantes, como idade real, sexo, estilo de vida e fatores genéticos relacionados ao Alzheimer. Isso sugere que a atividade cerebral durante o sono pode revelar alterações cerebrais muito antes dos sintomas aparecerem. 🧬

Quando a idade estimada do cérebro era maior que a idade real da pessoa, isso indicava envelhecimento cerebral acelerado, o que esteve associado a maior risco de demência ao longo dos anos de acompanhamento. Esse padrão foi observado em homens e mulheres e em diferentes faixas etárias. ⏳
Os resultados sugerem que o EEG do sono, associado à inteligência artificial, pode no futuro se tornar uma ferramenta para identificar pessoas com maior risco de demência muitos anos antes do aparecimento dos sintomas, permitindo intervenções mais precoces e estratégias de prevenção. 🔬





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