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Aspartame: menos gordura, mas possíveis riscos para o coração e o cérebro.

  • Foto do escritor: À Sua Saúde
    À Sua Saúde
  • 21 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

O aspartame é um dos adoçantes artificiais mais utilizados no mundo, presente em refrigerantes diet, doces, produtos de panificação e gomas de mascar Ele é cerca de 200 vezes mais doce que o açúcar comum, o que permite adoçar alimentos usando quantidades muito menores e com baixo valor calórico. Um estudo recente conduzido por pesquisadores do Centro de Investigación Cooperativa en Biomateriales y Nanomedicina (CIC biomaGUNE) e do Instituto de Investigación Sanitaria Biogipuzkoa, ambos na Espanha, publicado na revista Biomedicine & Pharmacotherapy, avaliou os efeitos do consumo prolongado de aspartame em camundongos. Embora esses adoçantes tenham sido considerados seguros por muitos anos, cresce a preocupação sobre possíveis impactos metabólicos e orgânicos a longo prazo.


Na pesquisa, os animais foram expostos ao aspartame durante um ano inteiro, o equivalente a uma exposição crônica. A dose utilizada correspondeu a apenas um sexto do limite máximo diário recomendado para humanos, o que torna os achados ainda mais relevantes do ponto de vista clínico e de saúde pública.

Os resultados mostraram que o aspartame reduziu os depósitos de gordura corporal em cerca de 20%. No entanto, esse efeito veio acompanhado de alterações indesejáveis, como aumento leve do tamanho do coração e pior desempenho em testes cognitivos. Segundo os pesquisadores, isso indica que a redução de gordura ocorreu às custas de mudanças funcionais no coração e possivelmente no cérebro.

Um ponto de destaque do estudo é que os efeitos foram observados mesmo com doses muito baixas do adoçante. A ingestão diária equivalente foi de 7 mg por quilo de peso corporal, valor bem abaixo do limite de 50 mg por quilo estabelecido por órgãos reguladores como a Organização Mundial da Saúde, a Agência Europeia de Medicamentos e a FDA. Isso sugere que impactos negativos podem ocorrer mesmo dentro dos níveis considerados seguros.

Os autores ressaltam que esta foi a primeira pesquisa a avaliar os efeitos do aspartame ao longo de um ano completo, utilizando métodos avançados como exames de imagem, testes cognitivos e análises metabólicas detalhadas. Os achados ajudam a preencher lacunas importantes sobre o consumo crônico de adoçantes artificiais e levantam a necessidade de uma reflexão mais crítica sobre o uso prolongado dessas substâncias na dieta cotidiana.

 

 
 
 

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