top of page
Buscar

Cheguei ao peso desejado com remédios GLP-1. E agora?

  • Foto do escritor: À Sua Saúde
    À Sua Saúde
  • há 12 minutos
  • 2 min de leitura

Os medicamentos da classe GLP-1 inauguraram uma nova era no tratamento da obesidade. Em poucos anos, remédios como semaglutida e tirzepatida deixaram de ser usadas quase exclusivamente no diabetes e passaram a transformar a forma como milhões de pessoas lidam com a perda de peso, graças à capacidade de reduzir de 15% a 20% do peso corporal sem cirurgia.


Esses remédios atuam imitando um hormônio produzido pelo intestino, que ajuda a controlar a glicose e o apetite. Eles fazem com que a digestão fique mais lenta e aumentam a sensação de saciedade, facilitando comer menos e manter níveis mais estáveis de açúcar no sangue. Para muitos pacientes, os resultados são rápidos e marcantes, mas o sucesso traz novas dúvidas.


A principal delas surge após a perda de peso: o que fazer quando o objetivo é alcançado ou quando o peso para de cair? A ciência mostra que o maior desafio não é emagrecer, mas manter o peso perdido. Isso acontece porque o corpo reage à perda de peso como se estivesse diante de uma ameaça, aumentando a fome e reduzindo o gasto energético, um mecanismo conhecido como adaptação metabólica.


Estudos clínicos com GLP-1 confirmam esse padrão. Pesquisas mostram que pessoas que interrompem o uso do medicamento tendem a recuperar grande parte do peso perdido, enquanto aquelas que continuam o tratamento mantêm ou seguem emagrecendo. Isso não tem relação com falta de força de vontade, mas com a biologia do organismo tentando voltar ao peso anterior.


Por isso, para muitos pacientes, a estratégia mais eficaz após atingir o peso desejado é manter o uso do GLP-1 em doses mais baixas, suficientes para controlar o apetite e estabilizar o peso. Outra possibilidade é a retirada gradual do medicamento, ao longo de alguns meses, associada a mudanças consistentes na alimentação, atividade física, sono e saúde mental.


Platôs de peso também são comuns durante o tratamento e não significam que o remédio “parou de funcionar”. Nesses casos, médicos avaliam fatores como adesão correta ao uso, presença de outras condições hormonais, uso de medicamentos que favorecem ganho de peso e a qualidade da alimentação e do movimento no dia a dia.


Por fim, manter o peso de forma saudável vai além da balança. Durante o emagrecimento, ocorre também perda de massa muscular e óssea, o que torna essencial investir em proteínas de qualidade, exercícios de força e acompanhamento médico, especialmente em pessoas mais velhas ou com maior risco de fraturas. O tratamento ideal é sempre individualizado, e a combinação entre medicamento e estilo de vida continua sendo a chave para resultados duradouros.

 
 
 

Comentários


Se Cadastre no Blog:

©2019 por À Sua Saúde. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page