Compostos do café mostram potencial contra diabetes tipo 2 em testes laboratoriais: ☕
- À Sua Saúde

- 11 de jan.
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Pesquisadores da Chinese Academy of Sciences, a principal academia nacional de ciências da China (semelhante ao CNPq/CAPES no Brasil), identificaram novas moléculas presentes no café torrado que podem ter efeitos mais potentes do que um medicamento antidiabético comum em testes de laboratório, segundo um estudo publicado na revista Beverage Plant Research em janeiro de 2026 . A pesquisa sugere que o café contém substâncias capazes de influenciar de forma positiva o metabolismo da glicose.
O foco do estudo foram compostos bioativos encontrados no café arábica que atuam inibindo a enzima alfa-glicosidase (α-glucosidase), responsável por quebrar carboidratos durante a digestão. Ao bloquear essa enzima, essas substâncias podem retardar a absorção de açúcar, ajudando a evitar picos de glicose no sangue após as refeições.

Os cientistas conseguiram isolar novas substâncias derivadas de compostos naturais do café, pertencentes a um grupo químico conhecido como diterpenos. Essas moléculas, identificadas no café torrado, demonstraram uma capacidade de inibir a α-glucosidase maior do que a do medicamento acarbose, utilizado no tratamento do diabetes tipo 2.
A descoberta foi possível graças ao uso de técnicas avançadas de análise química, que permitiram identificar moléculas presentes em quantidades muito pequenas no café. Esse tipo de abordagem amplia o conhecimento sobre componentes da bebida que antes passavam despercebidos.

Apesar dos resultados animadores, os efeitos observados até agora se limitam a testes laboratoriais. Ainda não se sabe se essas substâncias terão o mesmo impacto no organismo humano nem qual seria a quantidade necessária para obter benefícios metabólicos.
Os pesquisadores destacam que os achados abrem caminho para o desenvolvimento de novos ingredientes funcionais ou estratégias nutricionais voltadas ao controle da glicemia. Estudos futuros deverão avaliar a segurança, a eficácia e a possível aplicação clínica desses compostos em humanos.






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